| Primo de Lula |
Em Caetés, a terra do ex-presidente Lula, distante 252 km do Recife, água é artigo de luxo. Só se vê pelas torneiras uma vez ao mês – e olhe lá. Carros-pipas percorrem rua por rua da cidade levando uma água imprópria para o consumo humano. Água de beber? Só quem tem dinheiro para pagar R$ 12 por um tambor de 50 litros, como o aposentado Gilberto Ferreira, primo de Lula, morador da Rua José Severino, 94, no centro.
Esta não leva mais dois dias. É uma pena, porque era uma vaca tão leiteira”, lamenta Aleluia, que anda preocupado agora com outro problema sério na fazenda: a morte de bezerros, provocada por cães vadios que rodeiam a propriedade. “Só em 15 dias, perdemos cinco bezerros”, disse, apontando para um animal morto dentro no curral e que fora abatido na noite de ontem por cachorros.
PRIMO DE LULA ACHA DILMA MELHOR
No centro de Caetés, Lula só tem um parente. É o Gilberto, referência no início deste texto. Os demais estão espalhados pelos sítios nos arredores, especialmente em Lajes e Vargem Comprida, onde o ex-presidente nasceu e de lá partiu, menino imberbe, para ganhar a vida em São Paulo, tangido por uma grande seca nos anos 40.
Gilberto tem traços que lembram o ex-presidente, com quem conviveu muito pouco na infância, a começar pela barba branca e rala. O primo pobre diz depois que Lula foi eleito só esteve com ele em duas oportunidades, ambas em Caetés, após solenidades oficiais.
Informações e fotos do blog de Magno Martins