segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Seca provoca prejuízo de R$ 700 milhões para o setor canavieiro em Pernambuco



Desde março, o índice pluviométrico da Zona Mata está abaixo da média histórica, segundo dados da Agência Pernambucana de Águas e Clima. Dessa forma, a escassez chega a quase 50% entre março e setembro e provoca perdas entre 28% a 30% de produtividade na cultura canavieira. Segundo a Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), esse cenário tem provocado um prejuízo de R$ 700 milhões ao setor sucroenergético estadual.

O total acumulado de chuva nos meses de março a setembro é de 1.240,1 milímetros conforme média histórica, entretanto, choveu apenas 629,4mm. “De acordo com os dados, choveu R$ 610,6mm a menos.É preciso incluir também a Zona da Mata quando se pensar em seca. A mesorregião não pode ser excluída do planejamento e execução de políticas públicas no combate a estiagem prolongada no estado”, diz Alexandre Andrade Lima, presidente da AFCP.

Em virtude dessa situação, as prefeituras desses municípios têm decretado estado de emergência e solicitam reconhecimento da Defesa Civil Nacional. “Este critério permite que produtores de cana participem de ações governamentais para amenizar os prejuízos com a seca”, enfatiza a Associação.

As cidades de Itambé, Macaparana, Vicência, Nazaré da Mata, Limoeiro e Buenos Aires já decretaram situação de emergência na esfera local. O mesmo aconteceu em Carpina e Paudalho que já foram reconhecidas pela Defesa Civil Nacional. Nas próximas semanas, os municípios de Aliança, Camutanga, Ferreiros, São Vicente Ferrer e Timbaúba também vão decretar estado de calamidade em função da seca.

Fonte: AFCP