Desde março, o índice pluviométrico da Zona Mata
está abaixo da média histórica, segundo dados da Agência Pernambucana de
Águas e Clima. Dessa forma, a escassez chega a quase 50% entre março e setembro
e provoca perdas entre 28% a 30% de produtividade na cultura canavieira.
Segundo a Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), esse
cenário tem provocado um prejuízo de R$ 700 milhões ao setor
sucroenergético estadual.
O total acumulado de chuva nos meses de março a
setembro é de 1.240,1 milímetros conforme média histórica, entretanto, choveu
apenas 629,4mm. “De acordo com os dados, choveu R$ 610,6mm a
menos.É preciso incluir também a Zona da Mata quando se pensar em seca. A
mesorregião não pode ser excluída do planejamento e execução de políticas
públicas no combate a estiagem prolongada no estado”, diz Alexandre Andrade
Lima, presidente da AFCP.
Em virtude dessa situação, as prefeituras desses
municípios têm decretado estado de emergência e solicitam reconhecimento da
Defesa Civil Nacional. “Este critério permite que produtores de cana participem
de ações governamentais para amenizar os prejuízos com a seca”, enfatiza a
Associação.
As cidades de Itambé, Macaparana, Vicência, Nazaré
da Mata, Limoeiro e Buenos Aires já decretaram situação de emergência na esfera
local. O mesmo aconteceu em Carpina e Paudalho que já foram reconhecidas pela
Defesa Civil Nacional. Nas próximas semanas, os municípios de Aliança,
Camutanga, Ferreiros, São Vicente Ferrer e Timbaúba também vão decretar estado
de calamidade em função da seca.
Fonte: AFCP