Antes do fim da reunião da executiva nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), em São Paulo, o prefeito do Recife, João da Costa, deixou a sala e informou à imprensa que a executiva teria apontado o senador Humberto Costa como candidato da legenda à prefeitura da capital pernambucana. A assessoria de comunicação do partido disse que a direção só vai se manifestar ao final da reunião, que começou por volta das 17h30 desta terça-feira (05).
João da Costa disse que se sente triste e indignado, principalmente porque vinha sendo bem avaliado nas pesquisas de intenção de voto. Ele afirmou que não sabe ainda se vai recorrer da decisão nem se vai apoiar a campanha de Humberto Costa - antes de tomar qualquer decisão vai se reunir com os correliogionários no Recife.
Maurício Rands e João Paulo enviaram à imprensa um manifesto assinado por 87 integrantes do partido na manhã desta terça-feira (5). O documento (leia o texto na íntegra) pede à Executiva Nacional que tome uma posição firme e faz acusações sérias à postura do grupo de João da Costa nas prévias: “ocorreram manipulações surpreendentes pelo grupo do Prefeito, como adulteração da lista de votantes, utilização, sem limites, de pressões e exonerações, participação de pessoas estranhas ao PT, inclusive de grupos de direita, uso da máquina pública e do poder econômico de forma incompatível com a democracia e as tradições petistas”.
O texto diz que João da Costa recorreu à judicialização para forçar votos de filiados não aptos e descumpriu a resolução nacional que determinou o voto em separado para posterior análise.
Em resposta, na tarde desta mesma terça, o grupo ligado ao prefeito João da Costa divulgou uma carta (leia o texto na íntegra) onde lembra que Humberto Costa, apontado como nome de consenso, apoiou Maurício Rands desde o primeiro momento, e não chegou a inscrever sua pré-candidatura. A carta diz que, segundo as regras do partido, a desistência de um dos concorrentes implicaria no apoio ao outro concorrente que manteve sua postulação.
"Não é admissível que, nada tendo mudado no cenário político local, a executiva nacional deixe de honrar com a fiança que apresentou para respeitar o resultado da segunda prévia". Segundo o texto, o nome de Humberto Costa "seria maculado com o título de biônico e interventor, já que houve um processo legítimo de consulta às bases partidárias, da qual não participou nosso senador como candidato".
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Do G1 PE