O Ministério Público Estadual e a Delegacia de Meio Ambiente (Depoma) anunciaram, esta quarta (3), que não permitirão o sacrifício do leão Ageu, um dos 104 animais do Zoológico de Vitória de Santo Antão, a 53 quilômetros do Recife, interditado no dia 19 de setembro. A possibilidade da eutanásia do felino foi levantada pelo Ibama, designado no processo de fechamento do zoo como a instituição responsável pela destinação dos bichos."Não vamos admitir o sacrifício do leão. Há instituições interessadas em recebê-lo. E, se for constatado que o transporte pode levá-lo à morte, ele ficará no zoológico”, disse a promotora de Justiça de Vitória Vera Rejane Mendonça.
Para a titular de Depoma, Nely Queiroz, não há necessidade de sacrificar o felino. “Estive no local acompanhada de dois médicos veterinários. Ambos disseram que o mal de Ageu é apenas velhice, ele não está doente. Por isso, quem for matá-lo responderá por crime”, avisa.
A diretora do parque, Silvana Silva, diz que não tem condições de receber o leão Ageu e o urso Bruno por falta de espaço. “Temos um leão e um casal de ursos, mas, por medida se segurança, não podemos colocar mais um macho nesses dois recintos. Eles podem brigar e até se matar”, alega.
Diante do impasse, ONGs encaminharam ontem ao Ministério Público Estadual ofício em pedem para o principal critério a nortear as transferências seja o bem-estar animal. “Queremos que os promotores acompanhem o processo. O zoo de Vitória já foi fechado outras vezes e continuou a funcionar, mesmo sem oferecer condições aos bichos”, diz a coordenadora da Associação Pernambucana de Defesa da Natureza (Aspan), Suzy Rocha, uma das ONGs que assinam o documento.